Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai?
Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai?
Depois de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro
lar para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai?
Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais
sábio do que este?
Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas,
sorrisos mais serenos do que os dele?
Existirá mais alguém no mundo que lute por mim como ele? Que se esqueça de
suas necessidades pensando nas minhas? Que esteja lá, em qualquer lugar, a
qualquer hora, por seu filho?
Existirá mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e
que chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me
amar, e por muito querer me ver feliz? Existirá alguém?
Raros são
os corações como o dele. Raro como a chuva durante a estiagem. Raro
como o sol nas noites eternas dos pólos terrenos.
Nossos pais são únicos. São destas almas que Deus, em sua bondade sem fim,
coloca em nossas vidas, para torná-las completas. São as estrelas que permanecem no firmamento,
dando-nos a beleza e a luz da noite, sem nada exigir em troca.
São tão valorosos, que mesmo após se tornarem invisíveis aos olhos, e serem
vistos apenas em fotografias e sonhos, continuam conosco, com o amor de
sempre, com o abraço seguro de todas as horas.
É por tudo isso que preciso lhe dizer, pai, não somente hoje, mais em todas
as manhãs que a vida nos proporcionar; que se meus passos são mais certos
hoje, é porque souberam acompanhar o seu.
Minhas preces têm em seus versos o seu nome.
Minha fé tem a sua certeza, a sua confiança.
Meu coração tem as sementes das suas virtudes, e o livro da história de
minha felicidade, tem em todas suas páginas, a palavra “pai”.